5 de agosto de 2011

NA POLÍTICA DO SERTÃO TEM CORONEL QUE VIRA CANGACEIRO E VICE E VERSA - VIXI!



Pois num é que tem cangaceiro político no nosso sertão rapaz. Pois tem.

Começa bem assim: Vem o ano da eleição, aparecem os candidatos e os lados grupais surgem, daí o povo vem e “escolhe”, mas será que pode escolher? Tem eleitor de tudo quanto é jeito e é voto com todo tipo de significado, por exemplo: uns poucos eleitores vota alegando que recebeu um dinheirim pouco e ajudou naquele momento de aperto, outro que vai votar porque político fulano de tal conseguiu a cirurgia da sua tia avó, outro vem como vítima dos coronéis cangaceiros da política e diz que se num votar vai perder o emprego, ou num vai mais conseguir é nada, pois se sente na obrigação de votar em quem não quer, ou muitas vezes, em quem só ouviu falar do camarada candidato naquele período eleitoral e tem alguns eleitores que vota em político que só aparece na época de eleição e depois some. O pior é quando o camarada vota em cangaceiros e eles viram os coronéis, regendo leis e aprisionando o povo com as suas doutrinas de que quem não aceitar as exigências esta descartado da bonança.

Eu só sei que tem um monte de gente mesmo com medo de defender a democracia, o seu direito de representar a cidadania votando em quem acredita que dá certo, tudo porque o caso virou o exemplo que mais parece o tempo do coronelismo contra os cangaceiros, e que depois os coronéis se tornam os cangaceiros contra o povo, eu só sei que é uma misturada danada. Depois de todo rebuliço eleitoral, eleição confirmada, começa então a luta do povo pela ‘liberdade’. Em algumas das nossas cidades do sertão pernambucano é assim, - ei cabra se tu num votar em mim, ou, no meu candidato tu vai passar fome, sede, não terá assistência médica e tua família num terá emprego.

É ai que eu falo para vocês: vamos parar com este negócio de ‘menino besta’, coisa de moleque e pensar como gente grande! Chega de medo, chega de achar que só os ricos podem ser representantes. O povo precisa do povo para representar. Este é o tempo onde o povo merece a liberdade das cidades pequenas no nosso Sertão. Só temos que ter cuidado em não colocar o povo ignorante, mas se tiver um pensante com a mente e o coração junto ai o negócio vira uma coisa boa, num é não menino?

Retirado da Revista Folha do Araripe
Por Ana Abrantes

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